
A ELISA E O RAFAEL - OS MEUS FILHOTES
O meu filhote Rafael só veio viver connosco no passado dia 5 de Agosto de 2008 aquando da nossa ida a Baltar buscá-lo para vir passar férias connosco e a partir daí não mais o entregámos ao avô materno.
Vou relatar um pouco de tudo que se passou até agora.
Eu conheci a Isabel (minha esposa) em Junho de 2007 e, desde essa altura que fiquei muito interessado nela mas devido a situações profissionais só nos foi possível voltar a encontrarmo-nos em Setembro desse ano e nessa altura decidimos começar a namorar mesmo estando separados cerca de 200 kms.
Eu sempre soube que ela era divorciada e que tinha um filho com 6 anos que estava à guarda dela e que ambos se encontravam a residir na casa dos pais dela em Baltar (concelho de Paredes).
Desde que vi o Rafael a primeira vez ( em meados de Outubro de 2007) que fiquei, digamos "apaixonado" por ele e sempre tive muito carinho por ele, como se meu filho fosse.
Depois de algumas idas ao Porto e de algumas vindas deles aqui a Oliveira do Hospital e quando nada o fazia prever o pai da minha esposa ameaçou-a de que se ñão estivesse em casa até final do dia que iria ter problemas. Isto passou-se quando eles vieram até ca passar um fim-de-semana prolongado visto ja se encontrarem de férias e após ela ter pedido permissão ao pai para cá vir e ele ter aceite.
Tudo aconteceu no dia 17 de Dezembro de 2007, pelas 20h quando chegados a casa dos pais da minha esposa e, após darmos conhecimento à mãe dela ( pois o pai tinha ido ao café) que eles viriam viver para Oliveira do Hospital para junto de mim e da minha família.
Depois de termos tirado alguns pertences da minha esposa e do filho de casa dos pais dela eis que a mãe dela começa histericamente aos gritos a dizer que a estávamos a roubar e foi então que nos metemos no carro para vir embora.
Ao fazermos marcha-atrás chega o pai dela e impede-nos a passagem ao que a minha esposa sai do carro para lhe explicar o que se estava a passar e ele começa a agredi-la.
Eu,perante tal facto saí do carro em defesa dela e o pai dela ao ver-me foi ao carro dele buscar um pau grande ( tipo taco basebol mas mais pequeno) e começou a bater-me até partir o dito pau.
Ao ver-se sem meios para me agredir tentou partir novamente para a filha mas esta entretanto ja tinha pegado no filho e ja tinha fugido estrada abaixo e ele foi atras deles.
Eu tirei a carrinha dele do caminho e tirei o meu carro para ir ao encontro deles mas nao os encontrei e percorri a povoação inteira à procura deles enqunato tentava ligar para a GNR de Paredes mas sem grande sucesso.
Após uns minutos de buscas eis que encontro o pai dela com o menino pela mão e ela mais atrás lavada em lágrimas porque ele lhe bateu e lhe retirou o menino.
Nós de seguida dirigimo-nos para Paredes para irmos à GNR mas que disseram nada poderem fazer pois se ela estava em casa do pai dela tinha que se restringir às leis dele e nem o facto de lhes mostrarmos o documento em como era ela que tinha o poder paternal sobre o filho os fez tomar qualquer iniciativa para recuperar o menino.
mas como um azar nunca vem só eis que meu carro se avaria e tivemos que pedir auxílio a um amigo para tentarmos ver como proceder para conseguir novamente o menino mas foi tudo em vão.
Dirigimo-nos para Oliveira do Hospital num carro alugado e dirigimo-nos ao centro de saúde daqui.
A partir deste dia ( 17 de Dezembro de 2007) a minha esposa viu-se privada do filho pois os pais dela nunca quiseram que ela visse e ficasse com o filho e nem sequer o pai biológico do Rafael nada fez para que a situação fosse regulariazada estando sempre conivente com o que o avô do menino queria e nem mesmo umas idas a tribunal para resolver a questão, a situação foi reposta em prol da mãe do menino e em benefício e felicidade dele.
Fomos várias vezes a Baltar, às escondidas de tudo e de todos, para vermos e estarmos uns breves momentos com o menino estava no ATL dele e só conseguimos estar com ele mais tempo no fim-de-semana do nosso casamento em que, os pais dela, o autorizaram a vir cá passar esses dias mas que depois nós o fomos entregar aos avós a Viseu porque ainda estava a decorrer a escola dele e nós não o queríamos prejudicar.
No dia 22 de Julho fomos ao ATL ( que nessa altura se encontrava a fazer colónia balnear numa praia perto de Vila do Conde) e mostra-mos à educadora o documento do poder paternal e nem mesmo assim nos entregaram o Rafael e que so foi possivel em Agosto apesar de ele confessar que há muito queria estar junto da mãe.
Rafael, sei que não sou teu pai verdadeiro mas o amor que te tenho é como se fosses realmente meu filho e o que eu mais quero é que sejas e estejas muito feliz e que me permitas fazer de ti um grande e muito bom Homem.
Amo-te mto Rafael..."Dinis"